Se
eu achava que a seleção para entrar na escola tinha sido complicada não foi
nada comparada à minha primeira semana pedagógica, escolha de horários, de turma, de sala; se eu achava que tudo isso era muita coisa, estava enganada, o pior
ainda estava por vir. Depois de ser designada para a turma do nível quatro da
educação infantil, pensei “ok ,vai da certo”, sei o que tenho de trabalhar. E volto no terceiro dia da semana pedagógica
toda empolgada com meu planejamento, minhas ideias, naquela animação, ai que
é chegado o momento que a faculdade e todos os seminários, palestras, oficinas
que eu participei não me prepararam, e começou com uma simples frase “qual vai
ser a sua decoração da sala?”, ai eu parei e pensei, “ho! meu Deus e agora ?”.
Mesmo
com certa dificuldade pensei fundo do mar, toda criança gosta ,e fazer um peixe
covenhamos que é mais fácil do que fazer uma princesa, que foi escolhida por
outra professora que resolveu mostrar toda habilidade dela adquirida nos anos
de profissão ou doada por intervenção divina, fazer a sala dela de contos de fadas.
Cheguei
toda tímida com alguns peixinhos de cartolina no outro dia para colar na parede,
e já me deparo com as outras professoras e suas sacolas cheias de coisas para a decoração. Quando estava pronta para
colocar algumas das coisas que tinha feito, a coordenadora pedagógica olha para o meu
singelo peixe e fala “tem que ser de EVA “,
aí sim começou meu maior desafio: trabalhar com esse EVA. Não sei em que
curso as professoras aprenderam a fazer isso, mas achei a coisa mais complicada e difícil de se
trabalhar, é difícil de cortar, manter o
formato, de colar, de moldar, de tudo! Sem
falar que parece ter uma competição interna dentro da escola onde as
professoras mostram quem consegue fazer coisas mais incríveis com esse material, pois, enquanto eu chegava, depois de
muito trabalho com um peixe de Eva, vinha outra professora que fazia uma
sereia, com escama e tudo; enquanto chegava com algas marinhas, tinha outra que fazia um castelo, a branca de
neve e os sete anões. Gente do céu como
foi difícil adequar a bendita decoração toda em EVA, fazer placa de boas vindas, chamada, calendário, os bichinhos
e caixa de leitura. E se eu estava achando que ia acabar por aí, estava enganada: tinha as lembranças da turma do primeiro dia, da primeira semana... Que também
eram pra ser em EVA; e eu me pergunto "porque a escola gosta tanto de EVA?". Acaba
que tem sala que a professora, dotada dessas incríveis habilidades de se
trabalhar com EVA, coloca tanto dele na sala que os alunos ficam protegidos caso
batam alguma parte do corpo na parede, uma vez que ela já vai estar toda
acolchoada.
Mas bem, com o tempo vem a sabedoria e eu
aprendi uma coisa mágica chamada “MOLDE”, que apesar de ainda não saber fazer o castelo, a branca
de neve e os sete anões, agora já faço uma casinha bem arrumadinha, e agora no meu segundo ano na escola já estou bem mais desenvolvida nas habilidades
com o trabalho em EVA; ainda acho complicado e não entendo por que se trabalha tanto com ele, mas estou
melhorando.
Eva

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